Os pets idosos necessitam de cuidados especiais para garantir uma boa qualidade de vida. Com o avanço da idade, os animais de estimação podem enfrentar diversos desafios de saúde e bem-estar. Entre os principais problemas que acometem os animais em idade avançada estão: o alzheimer e a leucemia, doenças que são comuns em seres humanos.
Assim como os humanos, os animais de estimação também enfrentam desafios à medida que envelhecem, e é fundamental que os tutores estejam preparados para oferecer o suporte necessário.
Segundo o coordenador do curso de Medicina Veterinária da Faculdade Anhanguera de Itabuna, professor Thiago Ramos Pinto, um dos problemas mais comuns na idade avançada dos pets é a Síndrome da Disfunção Cognitiva, mais conhecida como “Alzheimer” em pets. A doença afeta cães e gatos, e em alguns casos, é possível notar seus sinais a partir dos seis anos de idade.
“Essa é a principal preocupação dos tutores. A doença atinge o sistema nervoso central que acomete o cérebro dos animais idosos, causando uma série de alterações comportamentais, como dificuldade no aprendizado, a interação e a resposta a estímulos, alerta Thiago.
Para o médico veterinário, a Disfunção Cognitiva Canina (DCC), se assemelha ao Alzheimer em humanos. “O processo de envelhecimento em cães segue padrões diversos, variando de acordo com o porte do animal. Quanto maior o pet, mais rápido é o seu processo de envelhecimento”, explica.
Thiago alerta ainda para que os tutores observem alguns pontos no comportamento do cão e, caso haja alteração no sono, xixi e cocô em locais fora do comum, mudança de comportamento, esquecimento de comandos aprendidos e principalmente a diminuição da orientação do animal, é recomendado uma consulta com o especialista.
“É uma doença não tem cura, porém existem tratamentos para retardar a síndrome. O tratamento envolve ajustes na alimentação, incorporação de vitaminas específicas e antioxidantes, além do uso de medicamentos para disfunção cognitiva canina, que promove melhorias na qualidade de vida do animal”, alerta.
Por fim, o veterinário dá 7 dicas de cuidados com pets idosos. Confira:
1- Alimentação Adequada: A dieta dos pets idosos deve ser ajustada para atender às suas novas necessidades nutricionais. Alimentos específicos para a terceira idade ajudam a manter a saúde das articulações, controlar o peso e fornecer os nutrientes essenciais;
2 – Exames Regulares: Consultas veterinárias regulares são cruciais para monitorar a saúde dos pets idosos. Exames de sangue, check-ups dentários e avaliações físicas ajudam a detectar precocemente qualquer problema de saúde;
3 – Exercícios Moderados: Manter uma rotina de exercícios moderados é importante para a saúde física e mental dos pets idosos. Caminhadas leves e brincadeiras adequadas à idade ajudam a manter a mobilidade e a evitar o ganho de peso;
4 – Conforto e Acessibilidade: Proporcionar um ambiente confortável e acessível é essencial. Camas ortopédicas, rampas e superfícies antiderrapantes ajudam a prevenir lesões e proporcionam um espaço seguro para os pets idosos;
5 – Hidratação: A hidratação é fundamental para a saúde dos pets idosos. Certifique-se de que eles tenham acesso fácil a água fresca e limpa em todos os momentos;
6 – Atenção aos Sinais de Dor: Os pets idosos podem sofrer de condições dolorosas, como artrite. Fique atento a sinais de desconforto, como dificuldade para se levantar, relutância em se mover ou mudanças de comportamento, e consulte um veterinário para o manejo adequado da dor;
7 – Estimulação Mental: A estimulação mental é tão importante quanto a física. Brinquedos interativos, jogos de olfato e atividades que desafiem a mente ajudam a manter os pets idosos mentalmente ativos e felizes.
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