Nesta segunda-feira (19), a Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) suspendeu os atendimentos realizados através do Sistema Único de Saúde (SUS). O motivo é o atraso nos repasses de recursos do Ministério da Saúde, que são feitos pela prefeitura, e verbas de subvenção da Câmara de Vereadores.
Deraldo Azevedo, coordenador de prevenção à saúde da Apae, explicou em entrevista ao Acorda Cidade que existem recursos que estão pendentes desde o ano de 2020.
“São recursos que estão pendentes há algum tempo, tem alguns recursos que são de março de 2019 até junho de 2020; os valores do mês passado, que eram para ter sido feitos e dão um valor mais ou menos de R$ 312. 940,47. No total dá R$ 2.808.306,10, aproximadamente. Tem o valor também de R$ 413.904,58 que é da subvenção de vereadores do ano passado. O desse ano a gente está dando entrada”, informou Deraldo Azevedo.
Por conta disso, todos os atendimentos estão sendo suspensos, com exceção dos atendimentos da equoterapia, que é um projeto à parte.
“Todos que são do SUS e CER, enquanto Centro de Recuperação e Reabilitação, estão sendo suspensos por ordem do presidente da instituição, o senhor Erivaldo Alves Moraes. Estarão suspensas as consultas médicas, atendimentos ambulatoriais da equipe, a parte de órteses e próteses, aquelas cadeiras de rodas, que são concessões que a gente faz, e a bolsa de ostomia, porque todos esses valores de repasse de pessoal e compra de equipamentos estamos sem receber.”
Segundo ele, a Apae está com prestações de credores atrasadas em mais de R$ 400 mil.
“Temos credores, prestadores de serviço de cadeiras de rodas que estão com três prestações vencidas, e só com eles a dívida está mais de R$ 400 mil, então precisaria sim da verba de 2019 para 2020 e tem verbas que chegaram agora que são portarias que o Ministério da Saúde encaminhou, que era para terem sido feitos os repasses desde o dia 28 de maio e até hoje não foram feitas. São verbas carimbadas, que vieram para cinco instituições em Feira de Santana, e até hoje a gente não recebeu, como o Ceparh, a Santa Casa de Misericórdia, o Dispensário Santana também.”
Ainda conforme Deraldo Azevedo, as verbas que são carimbadas do Ministério da Saúde são encaminhadas para o Fundo Municipal de Saúde, que fica responsável por repassar às instituições.
“Esse dinheiro se encontra no Fundo Municipal de Saúde, que o Ministério da Saúde envia diretamente para o órgão, então esse dinheiro está lá, e o que falta é eles agilizarem o repasse para as instituições. Nós estivemos hoje pela manhã na Secretaria de Saúde, fomos ao financeiro, e recebemos uma resposta de que a pessoa que assumiu agora está tentando se inteirar da situação para tentar pagar os funcionários da prefeitura. Mas só que nós não podemos aguardar, temos valores lá que estão para serem pagos desde o dia 6 de maio. Infelizmente, a população vai sofrer, mas entender que o que nós fazemos é para qualidade e melhorias dos nossos atendimentos”, esclareceu.
Com informações do repórter Ney Silva do Acorda Cidade.
Siga o Acorda Cidade no Google Notícias e receba os principais destaques do dia. Participe também dos nossos grupos no WhatsApp e Telegram