Eleições 2012

Receita de candidatos já chega a R$ 395 milhões

Valor real é maior porque lei brasileira favorece a omissão de doações.

 

Acorda Cidade
 
A 1ª prestação de contas parcial da campanha de 2012 mostra que houve R$ 395.178.876,10 em doações nominais aos candidatos a prefeito.
 
A quantia corresponde ao declarado pelos próprios políticos à Justiça Eleitoral. O valor deve ser maior, pois os partidos e os comitês de campanha também arrecadam para os políticos –mas tomam cuidado de não associar o nome de seus candidatos ao valor arrecadado.
 
A lei brasileira é frouxa e permite que candidatos usem esse procedimento (legal, porém esdrúxulo) para ocultar do eleitor quem são seus doadores. Basta, justamente, não receber doações em seu próprio nome, mas sim em nome dos partidos e comitês.
 
O valor declarado pelos políticos e seus partidos é menor que o real. Mas não seria correto dizer que o total recebido pelo partido corresponde à soma do que entrou em suas contas, nas contas de seus comitês e nas contas de seus candidatos. risco de contabilizar o mesmo valor mais de uma vez –e o erro seria superestimar a arrecadação das siglas.
 
Por quê isso acontece? Outra anomalia da lei permite que o partido faça doações a si mesmo usando suas diversas contas.
 
Assim, uma doação pode seguir o seguinte caminho, por exemplo: 1) entra pela conta do partido; 2) o partido faz, ele mesmo, uma “redoação” do valor para um de seus comitês; 3) o comitê doa a mesma quantia, mais uma vez, o candidato.
 
Trata-se do mesmo dinheiro. Mas ele foi incluído 3 vezes como doação recebida: pelo partido, pelo comitê e pelo candidato. Portanto, seria um erro dizer que a soma das três colunas do quadro representa o total recebido por cada partido. As informações são do Uol
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