Andrea Trindade
Em entrevista ao vivo no programa Transnotícias, comandado pelo diretor do Acorda Cidade, Dilton Coutinho, na rádio Transamérica FM (99,5), no início da tarde desta quinta-feira (11), o governador reeleito, Rui Costa, agradeceu a votação expressiva que o transformou no governador mais votado na história da Bahia com mais de 90% dos votos em 60 cidades e mais de 80% em mais de 200 municípios. Ele venceu a eleição em 412 cidades e explicou que Feira de Santana foi escolhida para encerrar a campanha dele e do candidato Fernando Haddad, no primeiro turno, por ser a cidade que melhor simboliza o crescimento entre as cidades do Nordeste.
Agradeceu também pelos votos que teve em Feira de Santana e disse que pretende dar continuidade às obras iniciadas em Feira de Santana, não concluídas por conta da recessão econômica e cortes do governo federal. Informou que ainda neste ano haverá intervenções no aeroporto de Feira de Santana para iniciar os voos noturnos e que vai finalizar as obras de esgotamento sanitário da Lagoa Grande para entregá-la a prefeitura.
“A obra de esgotamento sanitário em área urbana costuma ser um serviço demorado, até mesmo porque precisa de autorização de moradores para passar a tubulação. Houve alguns atrasos por parte da empresa que executa a obra e por isso já a notificamos várias vezes. E assim que a gente concluir a obra faremos o retoque final para entregar para a prefeitura”, explicou Rui Costa informando também que vai entregar a nova estação de tratamento de água para melhorar o abastecimento na cidade.
Segurança Pública
Sobre umas das áreas mais criticadas em sua gestão o governador Rui Costa enfatizou que segurança pública não é feita apenas pelo estado, mas principalmente pelo governo federal. Disse que é necessário mais rigor nas penas para criminosos, principalmente em relação aos crimes de homicídios, e uma ação mais efetiva da União no combate à violência.
“O governador não julga ninguém, quem julga é o poder judiciário. O governador não tem capacidade de manter ninguém preso. O que o governador faz juntamente com a Polícia Civil e a Polícia Militar é prender, mas quem julga são os juízes e, infelizmente, a maior parte dos bandidos estão sem julgamento e todos os dias há bandidos assustando a sociedade e dois dias depois estão soltos, fazendo novas vítimas, porque não passam por julgamento. A polícia prende a mesma pessoa várias vezes em um mês. Precisa de uma ação mais efetiva do governo federal no combate ao tráfico de drogas e de armas e de uma ação mais efetiva do Poder Judiciário. Já conversei com Haddad para aumentar o rigor da pena, principalmente por homicídio. Não conheço país do mundo que dá tanta moleza para quem tira a vida de pessoas como o Brasil dá. Sou a favor de maior rigor, principalmente para crimes de homicídio”, afirmou.
Geração de empregos
Questionado sobre o índice de desemprego, o governador da Bahia informou que o país precisa voltar a atrair investimentos nacionais e internacionais, mas para isso precisa resgatar a credibilidade na Economia.
“Se o país está parado não há como gerar emprego. O que gera emprego são políticas econômicas e, infelizmente, o Brasil vive há três anos uma das maiores crises dos últimos 70 anos. Não há estados, até mesmo o mais rico que é São Paulo, que consigam resolver o problema do desemprego sozinho. É preciso que o Brasil volte a ter credibilidade internacional e nacional para investimento. Eu, assim como outros governadores, recebi muitos empresários internacionais e embaixadores e eles disseram que tem muita gente interessada no Brasil, mas ninguém vai querer colocar dinheiro enquanto haver essa crise econômica e institucional. Precisamos de um presidente que entenda de economia para fazer o país voltar a gerar emprego”, declarou.
Viaduto da Nóide Cerqueira
Sobre o viaduto da Avenida Nóide Cerqueira, que liga à BR-324, Rui Costa disse que o equipamento está instalado na área sob concessão da Viabahia e que ela deverá fazer o retorno, uma vez que a lei o proíbe de fazer intervenções em áreas sob concessão pública.
“O retorno do viaduto é da Viabahia. Eu não posso fazer isso porque é área sob concessão pública, se eu fizer eu posso ser notificado pelo Tribunal de Contas da União. Toda obra dentro da área de concessão é de obrigação da concessionária, quando há previsão contratual. Se houver necessidade de fazer o retorno eu não posso fazer, mas sim a Viabahia”, enfatizou.