Foi anunciada nesta segunda-feira (31) a gravidez de Joana Sanz, esposa do jogador Daniel Alves, através das redes sociais. Joana publicou um vídeo no Instagram e na legenda contou um pouco da sua trajetória até engravidar.
Joana Sanz é uma modelo espanhola de 32 anos e está com o Daniel Alves há cerca de 10 anos, desde 2015.
“O sentimento de orfandade e vazio me acompanhou até o dia em que ouvi o coração do meu bebê bater pela primeira vez”, relata esposa do jogador. Leia texto na íntegra no final da matéria.
Relato da modelo:
Em sua rede social, Joana compartilhou: “Eu não queria compartilhar nada até que fosse mais do que evidente, mas queria compartilhar para aquelas que estão na luta.
Tive que lidar desde os 22 anos com perguntas como “Quando o bebê vai nascer?”… Que pressão social assustadora. Eu nunca tive o instinto maternal, aquele desejo de ter filhos ou de gostar de carregar o bebê de alguém.
Com o passar dos anos, meu grupo de amigas começou a ter bebês e as redes sociais ficaram cheias de nascimentos (acho que é por conta da idade). A frase “seu tempo está se esgotando” não é brincadeira. Há muita ignorância sobre a idade reprodutiva da mulher e o fato de que não é tão fácil engravidar. Há cinco anos considerei a ideia de ser mãe com muito medo. Medo de que um ser humano dependa de mim para sobreviver, medo de não poder trabalhar, medo de me perder como mulher…
Mas essa é outra história. O que eu ia contar é que uma mulher saudável de 27 anos passou por duas fertilizações in vitro, três abortos espontâneos e, finalmente, uma cirurgia de trompas, além do aparecimento de endometriose. Fiz todos os tipos de testes ao longo dos anos, com embriões divinos e sem encontrar a razão de nada. A frustração e a questão de por que “todo mundo” engravida como num passe de mágica me atormentavam.
Estou acostumado a alcançar tudo o que me proponho a fazer com esforço, trabalho duro e perseverança, mas não é assim que funciona, minha querida. Para piorar a situação, tive que engolir a temida pergunta: “quando o bebê vai nascer?” De novo e de novo com tanta dor no peito. Perdi minha mãe há dois anos, não tenho pais nem irmãos, o sentimento de orfandade e vazio me acompanhou até o dia em que ouvi o coração do meu bebê bater pela primeira vez. Meu último embrião congelado, minha última esperança de ter essa razão para ser forte na vida. Aqui está ela, saudável e crescendo. E eu sei que foi minha mãe que a enviou até mim para que eu nunca mais me sentisse sozinha, para que eu pudesse dar um novo sopro de vida à vida e ter esse arco-íris cheio de amor depois de tantas tempestades. Ainda não consigo acreditar, e acordo no meio da noite com medo de ver os lençóis cobertos de sangue, ou fecho os olhos durante os ultrassons até ouvir que está tudo perfeito. Tudo vem, não desista”.
Reportagem escrita pela estagiária de jornalismo Beatriz Rosado sob supervisão do jornalista Gabriel Gonçalves
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