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As autoridades argentinas decidiram que não vão liberar o corpo do baiano Marcílio Rocha, de 24 anos, que morreu no país em um acidente de carro, na última quinta-feira (29).
Mayana Rocha, tia da vítima, afirmou que as autoridades argentinas alegam que, como o jovem não era turista, mas sim residente no país, a família não teria direito de trazer o corpo para o Brasil.
“Nos informaram que a Justiça argentina determinou que ele ia ser enterrado hoje [sábado], por volta das 9h, e que a gente não tinha o direito de trazer ele para cá [Serrinha], pelo fato dele já não ser mais turista e sim um residente", diz.
De acordo com Mayana, o fato da namorada do jovem estar grávida dele também contou para que a Justiça tomasse a decisão de não liberar o corpo. "Além do trabalho, tem o laço familiar com essa menina, por conta de uma gestação de um mês, e aí eles [a Justiça] referem que a gente não pode trazer, mas eu acho isso um absurdo, porque a gente está sentindo. Queremos pelo menos a oportunidade de nos despedir e aliviar um pouco a cabeça da gente”, desabafa Mayana.
O jovem, natural da cidade de Serrinha, estava morando em Buenos Aires há menos de três meses, com a namorada argentina e outro amigo, Weslei Farias, também baiano, mas da cidade de Queimadas.
De acordo com o que foi informado aos familiares, estavam no carro na hora do acidente os dois baianos e o cunhado de Marcílio, mas apenas Weslei sobreviveu e está internado em estado grave.
O G1 ligou para o consulado da Argentina, em Salvador e para o Itamaraty, mas não obteve respostas. As informações são do G1.