Dia Mundial de Conscientização do Autismo

Shopping Boulevard disponibiliza crachás de identificação para pessoas autistas

Assim como no ano passado, serão disponibilizados 200 crachás que ajudam na identificação das pessoas autistas.

pessoas autistas
Foto: Ney Silva/Acorda Cidade

Neste Dia Mundial de Conscientização do Autismo, dia 2 abril, o Shopping Boulevard de Feira de Santana preparou uma ação importante para atender as pessoas que convivem com Transtorno do Espectro Autista (TEA). O espaço está realizando a confecção gratuita de crachás de identificação para as pessoas com o espectro nesta quarta-feira (2), das 9h às 22h, em frente à loja Inovathi.

O crachá oficial, a Carteira de Identificação para Pessoas com Transtorno do Espectro Autismo (Ciptea), pode ser adquirida através do site autismo.feiradesantana.ba.gov.br. Saiba mais aqui.

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Foto: Ney Silva/Acorda Cidade

Pela segunda vez, a campanha Abril Azul traz a iniciativa para Shopping Boulevard com o objetivo de promover a inclusão e ampliar a conscientização sobre a causa. Assim como no ano passado, serão disponibilizados 200 crachás que ajudam na identificação das pessoas com TEA. A expectativa é que dure até o final do dia, mas caso a demanda ultrapasse a quantidade, a pessoa será cadastrada e depois pega o crachá.

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Foto: Ney Silva/Acorda Cidade

Para adquirir o benefício, as pessoas devem apresentar o laudo médico que comprove o diagnóstico de TEA, a Carteira de Identidade e o CPF do pessoa com autismo e do responsável por ele, caso ainda seja menor de idade. Também é necessário informar um e-mail. No mesmo dia os crachás serão entregues.

Dilma Alves, mãe do pequeno Yuri Benjamim, descobriu o espectro do filho aos dois anos e meio de idade. A mãe, que tem outros filhos de 18 e 22 anos, contou ao Acorda Cidade que levou a criança no neuropediatra porque a criança tinha TOC (Transtorno Obsessivo Compulsivo) com sujeira nas mãos.

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Foto: Ney Silva/Acorda Cidade

“Chegando lá, ela disse que era para fazer acompanhamento, e entre os acompanhamentos pediu para poder colocar na escola. E na escola foi que eles foram me dando esse feedback, porque na verdade eu não sabia nem o que era autismo”.

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Foto: Ney Silva/Acorda Cidade

Apesar de ser um desafio cuidar de uma criança com autismo, Dilma disse que sempre aprende um pouco mais como o filho. “É desafiador, mas é muito gratificante porque a gente vê o avanço dele a cada dia”.

Importância do uso do crachá

O uso do crachá é de extrema importância para facilitar o acesso a serviços prioritários e trazer mais visibilidade para as pessoas com autismo. “Onde ele estiver, quando a gente estiver indo em algum local, ser identificado pelo fato de que ele tem algum tipo de transtorno e ser respeitado, porque é bem difícil ser respeitado”, afirmou a mãe.

O gerente de Marketing do Shopping Boulevard, André Serra, também falou sobre a importância da ação para trazer mais visibilidade para as pessoas com TEA.

“A pessoa com a condição do Transtorno do Espectro Autista, não é tão visível a condição dela e as outras pessoas não entendem. Então é uma forma da gente identificar para que a pessoa possa ter uma experiência, um relacionamento melhor com toda a comunidade”.

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Foto: Ney Silva/Acorda Cidade

André reforçou que o uso do crachá pode ajudar no direito ao atendimento prioritário nos estabelecimentos e órgãos públicos. “Às vezes as crianças ficam muito agitadas em ambientes barulhentos. Então, a identificação ajuda a ir mais rápido numa fila de restaurante, de cinema, de algum brinquedo. Tudo isso é para facilitar um pouco o dia a dia, a vida delas”.

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Foto: Ney Silva/Acorda Cidade

Em entrevista ao Acorda Cidade, a enfermeira Ayala Ribeiro também trouxe a importância da iniciativa para a inclusão das pessoas com autismo, principalmente no processo de socialização. Ela, que tem uma filha com o espectro, percebeu o transtorno quando a filha ainda era um bebê.

“Ela foi diagnosticada com um ano e seis meses, devido a um atraso para andar. Ela veio andar já a partir de um ano e seis meses. Essa iniciativa é para fazer com que a gente consiga socializar mais nossas crianças no meio das pessoas. Com o crachá ela vai conseguir ser identificada agora”.

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Foto: Ney Silva/Acorda Cidade

Atenção aos sinais

A mãe também alertou os pais e responsáveis para se atentar aos sinais, comportamentos que podem ser diferentes logo nos primeiros anos de vida.

“É importante também para a gente procurar um neuropediatra ao perceber algum sinal, para um diagnóstico, ver um pró diagnóstico também, para ver o que pode ser feito, como pode ser tratado, como pode ser acolhido essa criança”.

Com informações do repórter Ney Silva do Acorda Cidade

Leia também: Prefeitura lança site para emissão virtual da carteira para pessoas autistas

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