Após dois dias de paralisação na rede municipal de ensino de Feira de Santana, realizadas na segunda (31) e nesta quarta (2), às negociações entre a Secretaria de Educação (Seduc) e a APLB Sindicato avançaram, resultando na criação de uma agenda para discutir as reivindicações da categoria. Pela tarde, professores compareceram em peso à Seduc para acompanhar as discussões com o gestor da pasta Pablo Roberto e cobrar respostas.
Na última terça-feira (1º), o secretário afirmou ao Acorda Cidade que o governo estava estudando a viabilidade de atender as demandas dos professores. Já nesta quarta (2), após reunião, a presidente da APLB Sindicato, Marlede Oliveira, confirmou que foi definida uma agenda de reuniões para avaliar e encaminhar soluções para os problemas apontados pelos professores.
“Fomos para as ruas, fizemos uma manifestação para dizer à comunidade sobre o descaso da educação em Feira de Santana, que diz respeito às escolas, falta de professores, falta de funcionários e também à valorização dos professores e funcionários da educação”, afirmou Marlede.
A presidente explicou que a categoria foi até a Seduc para cobrar uma resposta sobre as demandas, já que na semana anterior o secretário não estava presente. Para a presidente, a criação da agenda representa um avanço após a mobilização do sindicato.
“O que ficou acordado é o seguinte: a partir de agora, tem uma agenda para resolver os problemas. Nessa quinta-feira, a gente vai estar na Seduc para ver a questão do impacto na folha dos profissionais da educação, professores e funcionários. Os recursos do Fundeb deste ano, do governo municipal de Feira de Santana, são R$ 540 milhões, sendo que 70% são para investir na folha de pagamento”, disse ao Acorda Cidade.
A pauta de reivindicações dos professores conta com 13 itens, entre eles a mudança de referência, alteração de carga horária, reserva de carga horária para professores do Reda e pagamento de pecúnia referente à licença-prêmio. Em entrevista ao Programa Acorda Cidade, da Rádio Sociedade News 102.1 FM, o secretário de Educação deu explicações para alguns pontos das pautas apontados pelos professores. (Relembre aqui).
Ainda em conversa com o Acorda Cidade, Marlede também informou que na quinta-feira, dia 9 de abril, o secretário Pablo Roberto, junto com as secretarias da Fazenda e Administração, a Seduc e a APLB Sindicato, se reunirão novamente para discutir soluções e definir o que pode ser resolvido a curto, médio e longo prazo.
“O importante é que houve um avanço nessa discussão, porque era isso que nós estávamos cobrando. Tem que dar andamento, porque se não tinha discussão, não chamava a secretaria, não tinha resposta de nada, a categoria estava insatisfeita. Agora é preciso que se viabilize toda essa agenda que ficou de discussão, dos pontos da nossa pauta para ter uma resposta para a gente fazer a Assembleia com os trabalhadores assim que tivermos algo de concreto do governo”, informou a presidente.
No restante da semana, quinta e sexta, as aulas seguem normais nas escolas municipais. A presidente não disse quando serão repostas as aulas dos estudantes que ficaram pendentes por conta dos dois dias de paralisação.
Com informações do repórter Paulo José do Acorda Cidade
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