Mais uma vez o Acorda Cidade retornou à Rua Finlândia, no bairro Estação Nova, em Feira de Santana, para acompanhar sérios problemas com o descarte irregular de lixo na região. Segundo relatos dos moradores, restos de alimentos, material de construção, móveis velhos e até animais mortos são deixados no local, tornando a convivência insustentável devido ao mau cheiro e ao risco de proliferação de doenças e animais peçonhentos.
Leide Freitas, moradora há quase 50 anos próximo da região, confirmou que o problema existe há alguns anos e segue sendo insuportável para as pessoas que moram próximo. “São restos de alimentação de restaurante, supermercado, coco, poda de árvore, material de construção, sem contar os pombos e o mercado ali da feira, o mau cheiro da salmoura do peixe. É guarda-roupa, é tudo”.
Com o fim do verão e a aproximação de chuvas recorrentes, a moradora teme que a situação fique ainda pior, tanto pelo mau cheiro, quanto pelo risco da proliferação da dengue, entre outras doenças.
“Que providência o prefeito vai tomar em relação a isso aqui? Porque está demais, infestação de baratas. A gente nunca passou por uma situação dessa. Antigamente era campinho para os meninos jogarem bola e agora não, estamos com essa situação terrível”, frisou.
Maria de Lourdes Vaz, que também mora próximo da Rua Filândia, chegou a colocar a casa à venda por não suportar mais conviver com o problema. Segundo ela, muitas pessoas vem de fora descartar o lixo no terreno.
“Eu fico com vergonha por conta da sujeira e do mau cheiro, porque a gente varre, limpa, arruma tudo, mas chega uma pessoa, dá a impressão de que os donos de casa que não limpam, do mau cheiro insuportável nessa rua. Fora isso, o lado de cá, essas barracas velhas, só acumulando madeira e porqueira no lado da casa. A gente pagou para limpar, tirou tudo, já está tudo cheio de porqueira de novo. Isso aqui é um bairro que está próximo ao centro da cidade e a gente precisa tomar uma providência urgentemente”, disse dona Lourdes.
Ainda conforme relatos da moradora, os catadores de lixo também acabam rasgando os sacos e deixando a sujeira exposta, o que piora ainda mais a situação.
Outro ponto crítico destacado pelos moradores é a presença excessiva de pombos, que trazem riscos à saúde. Segundo Caroline Sá, eles ficam em cima das casas, trazendo doenças. Sem falar que, quando um animal morre, jogam no local e só retiram quando os moradores ligam para a prefeitura para remover dias depois.
“É um absurdo como é que você constrói uma casa e os pombos ficam em cima, trazendo doença para todo mundo, enfim é muita coisa, é falta de respeito literalmente”, relatou.
Ecopontos deve ser solução para descarte irregular de lixo
Ainda segundo os moradores, o secretário de Serviços Públicos, Justiniano França, esteve no local duas semanas após assumir a pasta no início do ano.
Em entrevista ao Acorda Cidade, o gestor anunciou que através da Sesp, a prefeitura vai instalar ecopontos para descarte de entulhos pelos carroceiros, medida que vai melhorar a situação de vários lixões que existem em terrenos baldios da cidade.
Além disso, Justiniano também confirmou novas penalidades, inclusive, rigorosas, que serão implementadas para quem for pego praticando descarte irregular de lixo. Câmeras de vigilância também devem ser instaladas nos principais pontos para coibir a ação. (Relembre aqui).
“Quem não obedecer, já conversei com o prefeito, vai se apreender a carroça, o animal, e a gente vai tomar providência para que ele não possa ficar pelo menos sem o alimento. Mas também tem que ter a disciplina, não se pode jogar resíduo em qualquer lugar, ganhando o seu pão de cada dia e prejudicando a população”, disse o secretário.
O que diz a Sesp sobre a Rua Finlândia
Ainda em entrevista ao Acorda Cidade na manhã desta quinta (3), Justiniano disse que recentemente houve uma limpeza no terreno da Rua Finlândia onde foram retirados 101 toneladas de entulho e lixo do local.
De acordo com ele, o município segue notificando os proprietários, mas a dona do terreno não recebe mais as notificações porque mora em Salvador. A dívida dela com o município pode ultrapassar R$ 400 mil por conta do descaso com o espaço.
“Fiz o levantamento essa semana para apresentar ao prefeito das nossas notificações do autoinfrações e todo o serviço que já foi realizado e com o aterro sanitário já chega a R$ 435 mil reais de serviço realizado pela prefeitura e as infrações, porque ela teria que murar e fazer o passeio dessa área. Eu não sei se esse terreno deve IPTU, mas só desses serviços já chega nesse valor”.
O secretário confirmou que novamente vai limpar a área e desta vez vai designar um agente para fiscalizar o descarte irregular na região, além de implementar uma câmera de vigilância.
Sobre o descarte dos cocos, ele explicou que a Sesp conversou com os comerciantes. Eles irão contratar uma caixa para descarte que deve ficar em frente à feirinha. “Vamos aos poucos resolver essas situações de descarte irregular na cidade”, frisou.
Com informações do repórter Paulo José do Acorda Cidade
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