Gabriel Gonçalves
O secretário estadual de Educação Jerônimo Rodrigues, anunciou na manhã desta segunda-feira (13), durante visita ao municÃpio de Serrinha na entrega da 21ª PoliclÃnica Regional, junto com o governador Rui Costa (PT) e da secretária estadual da saúde em exercÃcio, Tereza Paim, novos investimentos para a educação de Feira de Santana.
Ao Acorda Cidade, o secretário informou que nos próximos dias, o governador Rui Costa estará dando as ordens de serviço para que sejam feitas as obras de reformas e construções, podendo chegar ao valor de R$ 30 milhões de investimentos.
"É possÃvel que o governador ainda vá a Feira de Santana para que a gente possa dar uma grande ordem de serviço, como quadra coberta, um campo society. O número vai ser grande e é provável que a gente chegue aà a R$ 30 milhões ou pouco mais e inclusive a escola nova da Fazenda do Menor, para que a gente possa atender aquele região de lá. Então com a licitação na rua, a gente já consegue dar essas ordens de serviços para botar as escolas estaduais em Feira de Santana com mais qualidade, porque precisamos ter essa polÃtica concreta do governador, como sala de aula, laboratório, biblioteca, refeitórios, até porque as origens das escolas, não tinham refeitórios, adaptavam um pátio e agora não, as escolas já são construÃdas com o espaço próprio para isso", disse.
Ainda de acordo com o secretário, é necessário que haja uma parceria com o governo municipal e salientou que uma das dificuldades mais enfrentadas, é a busca por um terreno que seja bom para construção de uma unidade escolar.
"A dificuldade nossa é não termos terrenos bons para o local, mas nós decidiremos ainda nesta semana e o governador vai anunciar, um pacote de obras enorme para a educação, e queremos sim, fazer essa parceria com a rede municipal. Não dá para poder imaginar que o investimento da rede estadual não é pensando na educação de Feira de Santana", afirmou.
Retorno das aulas semipresenciais
Para o secretário, atualmente a educação está passando por uma segunda etapa durante o perÃodo de pandemia. De acordo com ele, mudanças que foram necessárias, mostraram a precariedade do povo brasileiro principalmente com relação ao acesso à tecnologia.
"Nós estamos passando por uma segunda etapa, nós tivemos as escolas fechadas, depois a gente abriu as escolas por um regime remoto e nesse regime remoto, aprendemos muito. A gente apanhou muito também, assim como o Brasil todo. A pandemia antecipou o uso do remoto nas escolas e ninguém estava preparado para isso, mas não estava porque não tinha formação? Tinha, mas existia uma resistência polÃtica e nós entendemos que não é só o fato da formação, mas o uso da internet, vimos a precariedade da internet no Brasil inteiro, locais que não têm, estudantes que não possuem renda suficiente para ter bons computadores, bons tabletes, bons celulares, então enfrentamos tudo isso", destacou.
De acordo com Jerônimo Rodrigues, esse é o momento de recompensar todo perÃodo em que as escolas ficaram com as portas fechadas e trazer de volta os estudantes que abandonaram os estudos.
"Nós estamos saindo agora do remoto para o semipresencial e nós sofremos muito, tivemos os esforços dos professores, os esforços dos estudantes, das famÃlias para que a gente possa compensar um ano e dois meses sem aula, um ano muito difÃcil. Tivemos prejuÃzos com a educação, muita evasão, as pessoas não deram conta, mas estavam ali presentes, as escolas municipais, estaduais e as particulares. Estamos agora querendo voltar, percebemos que agora no inÃcio a presença dos estudantes foi baixa, mas estamos tendo um aumento para conseguir ir voltando. Uma coisa garanto, a escola é o lugar de formação desses meninos e meninas, sejam eles com dois, três, quatro anos de idade, um jovem, seja na universidade. Não podemos deixar as escolas fechadas sob pena de pagar uma conta na aprendizagem, mas também no convÃvio, porque essa coisa da Covid-19 vai conviver com a gente para o resto da vida ainda, não tem como a gente sair dela, mas sim aprender a conviver com ela", frisou.
Ainda se tratando de educação, o secretário Jerônimo Rodrigues, destacou que não há nenhuma queda de braço com a APLB do estado, e salientou que o governo nunca deixou de cuidar da saúde, da segurança pública, muito menos, da educação.
"Eu acredito que nós temos um bom diálogo. O papel da APLB é fazer a sua reivindicação e nós na condição de governo, fazermos a nossa. O estado nunca abriu mão de cuidar da saúde, da segurança pública, e não é a educação que vai ficar de fora, nós entendemos o papel polÃtico da Secretaria da Educação e da APLB. Teve até uma posição que eles voltariam apenas com a vacina no braço, mas eu quero dizer que o estado brasileiro, colocou a vacina no braço dos professores, priorizou e nós temos a obrigação de voltar com todo o zelo, com todo o cuidado. Hoje por exemplo, temos uma escola normal, na semana passada, essa escola teve caso de Covid e fechou as portas, voltou para o remoto. Toda vez que tiver um caso desse, por mais que tenhamos todos os protocolos, nós temos os cuidados com os professores, estudantes e naturalmente com os servidores da rede. Então, para nós assim, é tocar a vida porque a educação precisa da gente", concluiu.
Com informações do repórter Ed Santos do Acorda Cidade