Economia

Sofreu golpe do Pix? Saiba como o MED pode te ajudar

Pedidos de reembolso pelo Mecanismo Especial de Devolução quase dobraram em 2024, mas só 31% foram atendidos.

Se você já caiu em um golpe do Pix, não está sozinho: em 2024, quase 5 milhões de brasileiros tentaram recuperar seus valores por meio do Mecanismo Especial de Devolução (MED). No entanto, menos de um terço conseguiu reaver o dinheiro – e o Banco Central já trabalha em uma versão mais poderosa do sistema para 2026, que promete rastrear valores fraudados mesmo quando pulverizados em várias contas. Enquanto isso, especialistas alertam: sem provas robustas, as chances de reembolso ainda são baixas e devem ser solicitadas em até 80 dias após o crime.

Segundo Ticiana Amorim, fundadora e CEO da Aarin Techfin, empresa especializada em embedded finance, o índice de reembolsos aprovados é baixo porque o MED exige comprovação robusta da fraude. “Muitas solicitações são negadas por falta de evidências suficientes. Além disso, se o valor já tiver sido sacado ou transferido para outras contas, as chances de recuperação diminuem consideravelmente”, explica.

Por outro lado, a especialista afirma que a verificação dos pedidos é importante para proteger os empresários de falsos pedidos de devolução. Para ampliar a acessibilidade ao recurso, a autarquia determinou que, a partir de 1º de agosto de 2025, os aplicativos dos bancos deverão incluir um canal direto para registro de queixas relacionadas ao Pix.

Versão 2.0

O Banco Central trabalha também no desenvolvimento e na implementação do MED 2.0, que permitirá rastrear valores desviados por fraudes em múltiplas contas, ampliando a eficácia da recuperação de dinheiro perdido. Atualmente, o bloqueio é feito apenas na primeira conta que recebe o valor fraudulento, limitando as chances de estorno.

Para a especialista, as mudanças reforçam a segurança do sistema de pagamentos instantâneos, que se consolidou como um dos mais utilizados no Brasil. “Com o chamado MED 2.0, a expectativa é de avanço no rastreio do dinheiro em mais camadas. Isso significa que, se o valor for pulverizado em diversas contas, será possível monitorar e bloquear esses repasses, aumentando as chances de devolução aos usuários prejudicados”, afirma.

A atualização faz parte dos esforços do Banco Central para fortalecer a segurança do Pix, que hoje já representa a principal forma de pagamento digital no Brasil.

Sobre a Aarin – A Aarin é o primeiro hub tech-fin especializado em Embedded Finance no Brasil. Atualmente faz parte do grupo Bradesco e fornece serviços com enfoque financeiro incluso na experiência do usuário, possibilitando que qualquer empresa possa prestar serviços financeiros para sua base de clientes. Através do Smart Core, os negócios podem ofertar seus próprios serviços financeiros sem que precisem ser um banco. Nascida em Salvador (BA), a Aarin passou por M&A multimilionário com o grupo Bradesco em agosto de 2022.

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