Feminicídio

Mulher assassinada pelo companheiro no RS é sepultada na Bahia; filhos não puderam comparecer

Os quatro filhos de Érica não puderam comparecer ao sepultamento devido a dificuldades com documentação e ao alto custo das passagens.

mulher assassinada no RS de Retirolândia -
Foto: Reprodução/Redes Sociais

Na manhã desta quarta-feira (2), o corpo de Érica Garcês de Oliveira foi sepultado no cemitério de Retirolândia, no território do Sisal. A jovem foi morta com um tiro na cabeça pelo companheiro, Idelmário Mercês, de 30 anos, no último sábado (29), após sair do trabalho em uma fábrica de pneus em Bento Gonçalves, no Rio Grande do Sul. O suspeito foi preso pela Brigada Militar na manhã de terça-feira (1º).

mulher assassinada no RS de Retirolândia -
Foto: Reprodução/Redes Sociais

Os quatro filhos de Érica não puderam comparecer ao sepultamento devido a dificuldades com documentação e ao alto custo das passagens. Sua irmã, Aline, que também mora no Rio Grande do Sul com seus quatro filhos, também não conseguiu comparecer. A família tentou arrecadar recursos para custear a viagem, mas não conseguiu o valor necessário. O corpo de Érica foi trasladado sem acompanhantes, com os custos pagos pela Prefeitura Municipal.

Uma funerária transportou o caixão do aeroporto de Salvador até Retirolândia, onde chegou na madrugada desta quarta-feira (2). O velório aconteceu até as 10h30, quando seguiu para o sepultamento. 

Segundo o site Calila Notícias, parceiro do Acorda Cidade, esse é o segundo caso de assassinato de um morador de Retirolândia em Bento Gonçalves nos últimos anos. Em julho de 2020, Saulo Santos Santana, de 20 anos, que havia se mudado para a cidade há sete meses para trabalhar, foi morto com cerca de oito tiros após uma discussão. Na época, amigos e familiares conseguiram arrecadar dinheiro para trazer o corpo de Saulo de volta à Bahia, onde também foi sepultado em Retirolândia.

Violência contra a mulher é crime e precisa ser denunciado!

A violência contra a mulher é uma grave violação dos direitos humanos e, no Brasil, configura crime, passível de punição pela Lei Maria da Penha. A denúncia é uma ferramenta imprescindível para interromper ciclos de agressão e salvar vidas.

Seja física, psicológica, moral, patrimonial ou sexual, toda forma de violência deve ser combatida. Se você ou alguém que conhece está em situação de risco, procure ajuda.

Denúncias podem ser feitas pelo telefone 180 (Central de Atendimento à Mulher) ou em delegacias especializadas. Não se cale!

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