Era uma vez um lago maravilhoso, cheio de peixes grandes e bonitos. Todas as manhãs pulavam sobre as águas para comer o alimento atirado pelo dono.
Um dia, começaram a morrer. Primeiro uns. Depois cada vez mais. Diariamente, muitos peixes boiavam mortos no lago. O dono procurou então um agrônomo que receitou remédio para colocar na ração dos peixes. Entretanto, eles continuaram morrendo.
Preocupado, o agrônomo mandou examinar a água e constatou que estava contaminada. Disse ao proprietário do lago:
– “É preciso tratar a água, senão todos os peixes vão morrer”. Trocada a água do lago, os peixes melhoraram.
Essa historia nos ajuda a entender que não basta resolver os problemas internos da casa. É preciso inserir a família em um contexto social e religioso mais amplo.
Nos paises pobres, faltas ás famílias os meios fundamentais para sobrevivência, como alimento, trabalho, habitação, medicamentos… Nas famílias ricas, ao contrário, muitas vezes o bem-estar em excesso, a mentalidade consumista e certa angústia e incerteza sobre o futuro roubam aos esposos a generosidade e a coragem de gerar novas vidas humanas. Muitas vezes, considera-se a criança não como uma benção, mas como um peso.
Por falta de fé, de coragem e de uma mentalidade do provisório e do descartável, não se assume o compromisso de uma união estável e indissolúvel.
Mesmo diante de tantas dificuldades, não podemos perder de vista os valores espirituais e religiosos. O sonho de um mundo novo passa pela formação de verdadeiras famílias.
Mensagem retirada do livro Histórias de Vida – parábolas para refletir de Dom Itamar Vian e Frei Aldo Colombo.