Ilani Silva
Após o anúncio de que os médicos cirurgiões deixariam de atender a população feirense através dos planos de saúde a partir do dia 1º de março, o Procon e o Ministério Público solicitaram reuniões para negociar a situação.
No entanto, a representação da classe não compareceu a primeira discussão e segundo Iracema Brandão, presidente da Associação de Hospitais e Estabelecimento Médicos da Bahia (Asheb) a atitude dos profissionais é autorizada por lei, já que o Conselho de Medicina baixou uma resolução desde 2008 permitindo aos médicos cirurgiões cobrarem pelos plantões de sobreaviso.
“Depois de três anos é que eles vieram reivindicar. Os médicos não precisam comparecer as reuniões porque necessitam apenas da resposta de quem vai pagar a conta”, disse.
A presidente da Asheb também explicou que a fatura do plano de saúde que é feita após o atendimento pelos hospitais ou clinicas é composta por dois fatores: o valor dos honorários médicos e da prática hospitalar (diárias, medicações e materiais). Com a nova medida, um terceiro ponto é cobrado que é a remuneração pelo plantão de sobreaviso.
A pedido da presidente, os representantes de hospitais aceitaram arcar com os custos durante 30 diais para resolver o problema e não deixar a saúde privada numa situação de caos . Porém, Iracema Brandão questiona a despesa referente aos estabelecimentos.
“Como é que os hospitais vão poder assumir um valor de procedimento que eles também não recebem? Eles ganham hoje apenas a parte de medicações, materiais, diárias e taxas”, informou.
Por força de contrato, os hospitais vão solicitar descredenciamento junto aos Planos de Saúde se no prazo de 30 dias as negociações não evoluírem.